Isso também muda o papel da eletrônica de potência. “Embora faça parte do problema”, afirma Hug, “a eletrônica de potência, ou os inversores, também faz parte da solução, porque nos oferece um grau maior de liberdade para controlar a rede.” Diferentemente dos geradores síncronos convencionais, cujo comportamento é determinado em grande parte pela física, os recursos baseados em inversores podem ser controlados ativamente, abrindo novas possibilidades para manter estáveis sistemas elétricos cada vez mais dinâmicos.
Para Hug, isso significa que os maiores avanços provavelmente virão menos de novos equipamentos e mais do desenvolvimento da inteligência necessária para operá-los. “Os dados, por si só, não são suficientes”, afirma. O desafio está em desenvolver algoritmos de previsão, otimização e controle capazes de transformar volumes crescentes de dados em decisões práticas e eficazes.
Apesar dos desafios, Hug permanece otimista. “A tecnologia já existe”, diz. “Temos tudo o que precisamos para construir um sistema energético sustentável. Mas isso dependerá muito dos formuladores de políticas públicas, das decisões políticas e de como avançaremos daqui para frente.”